Após 70 anos fechado, Cine Rosário será reaberto no Edifício Martinelli, no Centro de SP

Imagem do projeto conceitual do Cine Rosário. Divulgação/Grupo Tokyo Depois de 70 anos fechado, o Cine Rosário vai voltar a funcionar no Edifício Martinell...

Após 70 anos fechado, Cine Rosário será reaberto no Edifício Martinelli, no Centro de SP
Após 70 anos fechado, Cine Rosário será reaberto no Edifício Martinelli, no Centro de SP (Foto: Reprodução)

Imagem do projeto conceitual do Cine Rosário. Divulgação/Grupo Tokyo Depois de 70 anos fechado, o Cine Rosário vai voltar a funcionar no Edifício Martinelli, o primeiro arranha-céu de São Paulo. Inaugurado em 1929, o cinema era considerado um dos mais luxuosos da cidade e fez parte da geração de salas que ajudou a formar a Cinelândia paulistana. As atividades foram encerradas em 1955. O Grupo Tokyo, responsável pela casa noturna de mesmo nome no Centro, anunciou um investimento de R$ 25 milhões na revitalização do espaço. A previsão é que o cinema seja reaberto em 2028. 🔎 Em março de 2023, o Grupo Tokyo venceu a licitação do Martinelli. O contrato prevê a concessão de quatro andares no topo do edifício, além da Loja 11, na parte térrea, por um período de 15 anos. Hoje, o terraço recebe festas e eventos de vida noturna e também é aberto para visitas guiadas durante o dia. O novo Cine Rosário vai ocupar o espaço do cinema original, no térreo e no subsolo do prédio, com entrada pela Avenida São João. A sala tinha capacidade para cerca de mil pessoas, mas terá menos lugares na nova versão para atender às exigências atuais de acessibilidade e segurança. A ideia é fugir do modelo tradicional dos cinemas comerciais. O Rosário não terá vínculo com redes exibidoras e pretende apostar em uma programação voltada principalmente aos cinéfilos, com clássicos, filmes em película, debates e sessões especiais. O espaço também receberá peças de teatro e outras apresentações. A programação será definida por uma curadoria própria e deve reunir lançamentos, ciclos temáticos, retrospectivas, encontros com diretores, artistas e outros convidados. A sala terá projetores digitais e também equipamento para filmes em película 35 mm. Para montar o projeto, a equipe do Grupo Tokyo visitou cinemas em diferentes cidades do mundo. Entre as referências estão o Vidiots, em Los Angeles, o Electric Cinema, em Londres, e o Metrograph, em Nova York. São salas que se tornaram pontos de encontro em suas cidades não só pelos filmes exibidos, mas também pela programação e pela experiência de assistir a uma sessão em película. "O Brasil é o terceiro país com mais usuários no Letterboxd. Temos uma das maiores comunidades de cinéfilos do mundo, mas ainda são poucos os lugares para ela se encontrar. O Rosário nasce para ser esse ponto de encontro, com boa programação, atividades e a experiência de ver um filme em película, numa sala com história", diz Fábio Floriano, CEO e sócio-fundador do Grupo Tokyo. O espaço passa por estudos de prospecção para identificar o que resta da sala original. Nas primeiras intervenções, a remoção de forros de gesso revelou vestígios de pinturas e elementos decorativos no teto. A extensão da recuperação desses elementos será definida a partir dos estudos técnicos e das diretrizes dos órgãos de patrimônio. O que ainda existe do cinema original? O espaço passa por estudos para descobrir o que restou da sala original. Nas primeiras intervenções, a retirada de forros de gesso revelou vestígios de pinturas e elementos decorativos no teto, segundo o Grupo Tokyo. A extensão da recuperação desses elementos ainda será definida, de acordo com os estudos técnicos e as orientações dos órgãos de patrimônio. Imagem do projeto conceitual do Cine Rosário. Divulgação/Grupo Tokyo