Família diz que só descobriu agressão contra estudante após vídeo circular nas redes na Grande SP

Família diz que só descobriu agressão contra estudante após vídeo circular nas redes A família de um estudante de 12 anos diz que só descobriu que ele ha...

Família diz que só descobriu agressão contra estudante após vídeo circular nas redes na Grande SP
Família diz que só descobriu agressão contra estudante após vídeo circular nas redes na Grande SP (Foto: Reprodução)

Família diz que só descobriu agressão contra estudante após vídeo circular nas redes A família de um estudante de 12 anos diz que só descobriu que ele havia sido agredido dentro da Escola Estadual Sebastião Pereira Vidal, em Suzano, na Grande São Paulo, depois que um vídeo da briga começou a circular nas redes sociais. A mãe do estudante afirma que ele estava no banheiro com outros três amigos durante o horário de aula quando dois alunos mais velhos entraram no local. De acordo com o relato, o grupo passou a definir quem participaria da briga e quem faria a gravação. "Os outros amigos dos agressores ficaram em volta intimidando eles e dizendo como seria essa briga", relatou. O filho dela é aluno do 6º ano. Os estudantes apontados por ela como agressores seriam do 8º e do 9º ano. A mãe também afirma que só ficou sabendo da agressão algumas horas depois, quando uma sobrinha avisou que um vídeo estava circulando. "Foi por volta das 10h. Foi quando eu comuniquei a vice-diretora da escola pelo WhatsApp", informou. De acordo com ela, a direção chamou o filho e o outro estudante para conversar. Vídeo dos alunos brigando viralizou nas redes sociais em Suzano Reprodução/TV Diário "Ela me devolveu o áudio falando que estava tudo bem, que eles confirmaram que brigaram e se entenderam, pediram desculpa e estava tudo bem". A mãe registrou um boletim de ocorrência. O caso foi registrado como lesão corporal e intimidação sistemática (bullying). Camila Filadelfo, outra mãe que também tem uma filha na escola, afirma que situações semelhantes já aconteceram na unidade e cita uma prática de colocar vítima e agressor frente a frente para conversar sobre o episódio. Segundo Camila, a filha dela já passou por uma situação parecida em 2019. Ela também diz ter ouvido dos estudantes que a prática seria tratada como uma tendência entre alunos mais velhos e mais novos. "Nos vídeos eles falam que é uma trend, os maiores contra os menores", contou. Outra mãe de aluna da escola, a advogada Angélica Coutinho, afirma que a direção já chegou a realizar uma reunião extraordinária com pais de estudantes do 8º ano para tratar de episódios ocorridos no banheiro. Segundo Angélica, a reunião mostrou que a escola tinha conhecimento dos relatos. O que diz a advogada da família? A advogada Magna Tobias, que acompanha a família do estudante, afirma que o caso não deve ser tratado como uma brincadeira ou um desafio.. "Nós já estamos entrando com medidas cíveis, criminais, porque trata-se de lesão corporal", informa a advogada. Segundo ela, também serão adotadas medidas na área administrativa para cobrar providências da escola e a participação dos responsáveis pelos estudantes envolvidos. A advogada afirma ainda que a mãe só soube da agressão pelas redes sociais e relaciona a divulgação do vídeo ao cyberbullying. Magna orienta os pais a acompanharem o que circula entre os estudantes e cobra uma atuação da escola diante de episódios de violência. Pais denunciam agressões frequentes em escola de Suzano O advogado Juliano Melo Duarte, presidente da Comissão de Combate ao Bullying e ao Cyberbullying da OAB de Mogi das Cruzes, afirma que a divulgação das imagens pode aumentar a responsabilização dos envolvidos. Segundo ele, os pais podem responder na esfera civil por eventuais danos causados pelos atos praticados pelos filhos menores de idade. O advogado também afirma que pessoas que compartilham ou incentivam a divulgação de conteúdos desse tipo podem ser responsabilizadas, dependendo da participação no caso. O que diz a Secretaria da Educação do Estado de São Paulo? A Unidade Regional de Ensino (URE) de Suzano, ligada à Secretaria da Educação do Estado de São Paulo (Seduc-SP), informou que repudia qualquer forma de agressão e de incitação à violência. Segundo a URE, assim que soube do conflito, a equipe gestora convocou os responsáveis pelos estudantes envolvidos para esclarecimentos sobre o caso e ciência das providências cabíveis. Informou ainda que os estudantes também foram ouvidos pela equipe escolar como parte do processo de acolhimento e acompanhamento, conforme as diretrizes do Conviva. A URE informou que foi disponibilizado atendimento de psicólogo por meio do programa Psicólogos nas Escolas e que o caso foi inserido na plataforma do Conviva. Ainda de acordo com a secretaria, a unidade mantém ações voltadas à convivência escolar, à cultura de paz e às práticas restaurativas e segue dando suporte à escola. Assista a mais notícias do Alto Tietê